Acervo Musical Afonso Prates da Silva

Acervo Musical Afonso Prates da Silva

terça-feira, 18 de março de 2014

A FILOSOFIA PARA A VELHICE 
George Carlin, aos 102 anos.
                                                                              Foto de Ronaldo Amboni - Laguna SC
 Este artigo ofereço a todos os meus amigos, que me  prestigiam com suas leituras, dando-me ânimo para continuar escrevendo e publicando artigos maravilhosos como este. George Carlin, neste texto retrata uma experiência de vida que coincide perfeitamente com a nossa existência, principalmente na infância.

"Você sabia que a única época da vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se tem menos de 10 anos, está tão entusiasmado em envelhecer que pensa em frações. “Quantos anos tem? Tenho quatro e meio!”
Você nunca terá trinta e seis e meio. Tem quatro e meio, quase cinco! Esta é a chave!
Quando você chegar à adolescência, ninguém mais lhe segura. Salta para um número próximo, ou mesmo alguns à frente. 
‘Quantos anos você tem?’ ‘Vou fazer 16!’ Pode ter 13, mas… “vou fazer 16”!
E, então, chega o maior dia da sua vida... Completou 21. Até as palavras soam como cerimônia. COMPLETOU 21... YESSSS!
Mas, então, chega aos 30. Oh, que aconteceu?
Isso parece leite estragado! Fica azedo, temos que jogá-lo fora. Não tem mais graça, agora é apenas um bolo azedo. O que está errado? O que mudou?
Você COMPLETA 21, ATINGE 30, aí está ‘A EMPURRAR’ 40. Putz! Trava, tudo começa a derrapar! Antes que você perceba, CHEGA aos 50, e os seus sonhos foram-se.
Mas, espera! Você fez 60. Nem sequer pensou que iria conseguir!
Assim, COMPLETA 21, ATINGE 30, ‘EMPURRA’ os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.
Atingiu tal velocidade que bate nos 70!
Depois disso, é um dia após o outro… Alcançou sábado, 5 de dezembro de 2012!
Conseguiu chegar aos 80, e cada dia é um ciclo completo: vem o almoço; passou às 16:30h; chegou a hora de deitar.
E não acaba nos 90, começa então a voltar atrás: ‘Eu tinha exatamente 92 anos...’
Aí, acontece uma coisa estranha. Se você passar dos 100, volta a ser criança outra vez. ‘Eu tenho 100 e meio. Que todos vocês cheguem a uns saudáveis 100 e meio!’
COMO PERMANECER JOVEM
1. Livre-se de todos os números não essenciais . Isso inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos preocuparem-se com eles. É para isso que você os paga.
2. Conserve só os amigos alegres.
Os pessimistas podem deprimi-lo.
3. Continue a aprender.
Aprenda mais sobre computadores, arte, jardinagem, seja o que for, até radioamadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. Trabalhe, estude. Uma mente inativa é a oficina do diabo. E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.
4. Aprecie as coisas simples.
5. Ria sempre, muito e alto.  
Ria até perder o fôlego.
6. Lágrimas, acontecem. Suporte, queixe, mas continue.  As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.
7. Rodeie daquilo que ama:
seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for.  Seu lar é o seu refúgio. 
8.Cuide da sua saúde:
se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que pode fazer, peça ajuda.
9. Não faça viagens de culpa.
Viaje para o shopping, mesmo para o a região mais próxima; para um país estrangeiro, mas não para onde a culpa está.
10. Diga que ama as pessoas, sempre que você puder.
E LEMBRE-SE SEMPRE: A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram o fôlego."

Com esta música presto uma homenagem a quem levou sempre a vida rindo, feliz e transmitindo alegria a todos.
                                                                  

quarta-feira, 12 de março de 2014

Terapia do Elogio



TERAPIA DO ELOGIO 
Arthur Nogueira (Psicólogo) 

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente 
pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada 
vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, 
só se ouvem críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos 
de hoje não duram. A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e 
alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, 
não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais 
pais e filhos se elogiando, amigos, etc. Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a 
imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a 
obrigação de cuidar do corpo, do rosto. Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo 
em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que 
sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus 
casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro 
de casa. Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos,  subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos 
parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos. Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser 
reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe 
gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que 
se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um 
precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a 

motivação na vida de qualquer pessoa. Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma? Pense nisso! 

quinta-feira, 6 de março de 2014

ROTATIVIDADE DE BANDIDOS...


Rotatividade de bandidos


Estamos agindo como marginais; Notem como vibramos quando um criminoso é morto durante uma perseguição policial, quando prende um ladrão, castigam e amarram num poste, os presentes agem como justiceiros,  satisfeitos a espera que novos casos iguais venham a acontecer. Banalizamos a criminalidade, incorporamos a índole do facínora, literalmente “estamos agindo como marginais”.
Somente com as mudanças nas leis poderemos, talvez, voltarmos novamente à tranqüilidade dos anos 50/ 60. Notem bem, dificilmente surge um bandido neófito, o que vimos é uma rotatividade de marginais. Suas fichas, quando presos, são sempre ricas em  conteúdos, no relato o mínimo que se vê são 6 ou mais passagens registradas nas delegacias., sem contar aqueles que comentem crimes estando sobre a tutela do estado, em regalia da lei. Então poderemos  amenizar o crime neste país? Claro que sim; alterem as leis, prendam e façam cumprir suas penas até o fim, retire-os das ruas, pois o que vemos é justamente o contrário, a fragilidade nas leis os coloca de volta às ruas.
Estou acovardado, tenho medo de sair à noite de casa. Aonde querem levar este país? Agora vão começar os programas políticos gratuitos nas rádios e TVs. Lá vêm novamente as mentiras calcadas nos tripés: Educação, Saúde e Segurança. Na verdade não temos nenhuma das três há muito tempo.  Com três quartos de século de vida vi muitas coisas acontecerem, entretanto nunca pensei que chegaríamos a este ponto, nossas casas são verdadeiras prisões, estamos com grades em todas as janelas, alarmes, empresas de segurança, câmeras, enfim, é um Deus nos acuda.
Amigos estamos naufragando, tenho pena das gerações que vem por aí.
Está na hora de repensarmos nossos votos, a mudança desta nação está em nossas mãos. Quem sabe nosso governador nas próximas eleições prometa segurança igual  ou melhor do que foi feito no Costão do Santinho aos representantes da Fifa.
Ah, também não se esqueçam dos nossos representantes na Câmara e no Legislativo Estadual, os verdadeiros responsáveis, quando vierem solicitar nossos votos lembremos que serão procurações públicas da nossa mudança ou da nossa ignorância. Pense nisso!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

História do carnaval e suas origens

                                           

A história do carnaval tem suas origens na Antiguidade, sendo uma festa tradicional e popular que chegou ao Brasil durante a colonização.

O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.
A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.
Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. AsSaceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.
O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.
O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.
As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes se colocando no papel de escravos.
Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.
A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
                                                                

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. 
                                                                    

Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.
Por Me. Tales Pinto

E para que não caiam no esquecimento, uma hora das melhores marchinhas do verdadeiro carnaval que não volta mais. Divulguem, mostrem a seus filhos, netos para que as marchinhas de carnaval não desapareçam.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Deus acima de tudo



"A terra já recebeu em seu seio almas generosas, espíritos superiores, que trazem valiosas contribuições para o seu progresso.
Alguns desses espíritos vêm com o objetivo de alavancar o progresso e fazer evoluir a humanidade.
Suas vidas deixam marcas luminosas, que desafiam os tempos."

Ludwig Van Beethoven foi uma dessas criaturas. Nasceu em Bonn, na Alemanha, no ano de 1770 e morreu em Viena, na Áustria, em 1827.
Seu viver foi uma vertente constante da música que sublima e enleva os sentimentos.
Foi o autêntico médium da arte refinada de compor. Para ele, a música "era uma revelação divina, uma revelação mais sublime que toda a ciência e toda a filosofia."
Seu viver foi um calvário pontilhado por muitos sofrimentos físicos, destacando-se a surdez que o isolou do mundo.
Ele nos deixou nove sinfonias, 12 sonatas, concertos, quartetos e uma única ópera, Fidelio. Tudo de imensa beleza.
Seu psiquismo refinado lhe permitia constante permuta com os espíritos superiores.
Diante dos muitos padecimentos que o acometiam, afirmava, sereno e confiante: "Deus nunca me abandonou."
Perguntado, certa vez, se desejava receber determinado título honorífico, apontou para o alto e respondeu: "meu reino não é deste mundo. Meu império está no ar."
A seguir, concluiu: "não conheço outro título de superioridade, senão o da bondade."
Bondade da qual ele deu mostras, mais de uma vez. Em certa oportunidade, um amigo estava em grandes dificuldades.
Beethoven o presenteou com uma das suas criações, para que fosse vendida e o dinheiro usado na solução do problema que o afligia.
Era nos bosques que ele mantinha contato com as nobres entidades ligadas à música e à harmonia.
Ali ele fazia suas orações e refazia suas energias.
Quando voltava desses encontros, com a fisionomia alterada, respondia a quem lhe perguntava: "o meu anjo bom me visitou."
Em um desses momentos, transformou uma de suas orações, em uma peça musical de grande elevação e apurada sensibilidade: "hino à alegria."
É, ao mesmo tempo, uma exaltação à fé em Deus. Seus versos podem ser traduzidos da seguinte maneira:
"Escuta irmão a canção da alegria o canto alegre do que espera um novo dia.
Vem, canta, sonha cantando / vive sonhando um novo sol
Em que os homens voltarão a ser irmãos.
Se em teu caminho só existe a tristeza o pranto amargo da solidão completa
Se é que não encontras alegria nesta terra
Busca-a, irmão, mais-além das estrelas."
Sempre enaltecia a paternidade divina, afirmando: "Deus, acima de tudo."
O lema que norteou seus passos, entre nós foi: "fazer o bem que possa. Amar, sobretudo, a liberdade. E, mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade."
Você sabia?
Que Beethoven encontrava conforto espiritual em um livro intitulado Imitação de Cristo? A obra é de autoria do filósofo e místico alemão, Thomas Von Kempis, que viveu entre os séculos XIV e XV.
Segundo o escritor francês Romain Rolland, durante toda a sua existência, Beethoven teve tal obra como seu livro de cabeceira. Isso fala da sua religiosidade e da fé em Deus.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto de Giovani Scognamillo, intitulado Beethoven: "Deus, acima de tudo", publicado no jornal Tribuna Espírita de Janfev. 2005 e versos do hino à alegria, de Beethoven, gentilmente traduzidos pelo professor de música Enrique Baldovino.

Feche os olhos, ouça e sonhe acordado com essa bela musica que nos faz refletir e amar.
Tenho certeza que neste mundo conturbado em que grande parte  do ser humano desviou-se completamente da ética e do amor ao próximo, poderemos tirar proveito do conceito liberdade que esta música nos inspira.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DIREITOS HUMANOS




Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014, Painel do Leitor
“Direitos humanos”
“Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução.Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.
Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil.Criemos o programa social "Adote um Preso".Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda”.
ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.
Ah se todos fizessem isso, como seria bom o nosso país....

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O DIA DA RESSURREIÇÃO


Certa noite, altas horas, o sono não vinha, virava-me na cama, ligava a TV, trocava a posição do travesseiro e o sono não chegava mesmo; assim sendo, comecei a pensar na vida, milhares de imagens se formavam, lembrei parentes, amigos e por fim recordei os ensinamentos da irmã Hitura, do colégio Stella Maris, minha primeira professora de piano, falava sempre da ressurreição.

Desde criança, aprendi ouvindo meus pais, meus avós, que um dia Jesus voltaria a terra e iria ressuscitar todos os mortos.
Bem, na primeira vez que veio a terra, foi por muitos ignorado, a grande maioria dos povos só vieram a acreditar Nele, após sua morte. E a partir deste período tudo foi registrado através de contos narrados pelas famílias de geração em geração.
Aí, comecei a pensar: Jesus ao retornar a terra visitaria o mundo, como? De avião? De navio? E o que mais me intrigava era aonde chegaria; Na América? Na Europa?Na Ásia? Na África? Uma dúvida surgiu; como iria vestir-se? Calça jeans? Talvez, mas o importante seria a simplicidade, requisito seu na primeira visita. Para pregar ao povo não seria surpresa, usaria uma rede de TV, com imagem em HD o que evitaria ter que andar tanto, além de atingir milhões de ouvintes em todos os recantos do mundo. Mas, que pensaria Jesus da humanidade hoje? Levando em conta sua última experiência, procuraria novamente um pescador? Na sua infinita sabedoria conhece bem os pescadores de hoje, muitos como os de Seu tempo, artesanais, outros verdadeiros indústrias da pesca;  até drogas nos peixes já colocaram, traficando este mal que muito  assemelhou-se as piores doenças do seu tempo, fazendo da humanidade uma raça doente, degradada pelos piores crimes. Acreditá-lo-ia no pescador de hoje? E aí surgiu a minha maior dúvida: Quem seriam os seus discípulos? Haveria necessidade? Quem nos dias de hoje teriam cacife para ser chamados por Ele? Hoje está claro que os chavões usados pelas religiões, com pequenas exceções, são na realidade verdadeiras falácias, como:       “ Todas as religiões  levam-nos à Deus”.Neste caso, as religiões que tanto usam e exploram seu nome, seriam considerados seus representantes na terra? Entrariam em conflitos, mesmo na presença Dele?
E  assim, cada vez mais, encucava-me. Que explicações dariam os homens que usaram seu nome para enriquecer, formando verdadeiras quadrilhas de aproveitadores.  Claro Ele saberia separar o joio do trigo, já fez isto uma vez, porque existem muitos religiosos verdadeiros, que acredito serão chamados para acompanhá-Lo. E o que pensaria Jesus quanto à discriminação racial? Fato este que no seu tempo não existiu. E da homofobia? Iria Ele apoiar estes novos fatos? Afinal contraria os mandamentos de seu pai.  E os governantes como seriam julgados? Sim por que todos ao assumirem seus  cargos, juram cumprir as leis dos homens e de Deus. E como julgaria Jesus, nossas justiças? Estariam cumprindo realmente as leis, afinal a todos os seus julgados juram dizer a verdade em nome de Deus, seu pai. Assim pensei; uma coisa eu tenho certeza, para o apocalipse não terá muito trabalho, não será necessário água, terremotos, ou outro tipo de catástrofe. Reuniria os presidentes das grandes potências e diria: “Com licença, necessito apenas apertar uns botões.” E agradecendo a todos diria: Afinal, neste tempo todo que passei ausente, vocês criaram alguma coisa para ajudar-Me a fazer justiça.
Texto:   Afonso Prates da Silva