Acervo Musical Afonso Prates da Silva

Acervo Musical Afonso Prates da Silva

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DIREITOS HUMANOS




Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014, Painel do Leitor
“Direitos humanos”
“Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução.Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.
Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil.Criemos o programa social "Adote um Preso".Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda”.
ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.
Ah se todos fizessem isso, como seria bom o nosso país....

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O DIA DA RESSURREIÇÃO


Certa noite, altas horas, o sono não vinha, virava-me na cama, ligava a TV, trocava a posição do travesseiro e o sono não chegava mesmo; assim sendo, comecei a pensar na vida, milhares de imagens se formavam, lembrei parentes, amigos e por fim recordei os ensinamentos da irmã Hitura, do colégio Stella Maris, minha primeira professora de piano, falava sempre da ressurreição.

Desde criança, aprendi ouvindo meus pais, meus avós, que um dia Jesus voltaria a terra e iria ressuscitar todos os mortos.
Bem, na primeira vez que veio a terra, foi por muitos ignorado, a grande maioria dos povos só vieram a acreditar Nele, após sua morte. E a partir deste período tudo foi registrado através de contos narrados pelas famílias de geração em geração.
Aí, comecei a pensar: Jesus ao retornar a terra visitaria o mundo, como? De avião? De navio? E o que mais me intrigava era aonde chegaria; Na América? Na Europa?Na Ásia? Na África? Uma dúvida surgiu; como iria vestir-se? Calça jeans? Talvez, mas o importante seria a simplicidade, requisito seu na primeira visita. Para pregar ao povo não seria surpresa, usaria uma rede de TV, com imagem em HD o que evitaria ter que andar tanto, além de atingir milhões de ouvintes em todos os recantos do mundo. Mas, que pensaria Jesus da humanidade hoje? Levando em conta sua última experiência, procuraria novamente um pescador? Na sua infinita sabedoria conhece bem os pescadores de hoje, muitos como os de Seu tempo, artesanais, outros verdadeiros indústrias da pesca;  até drogas nos peixes já colocaram, traficando este mal que muito  assemelhou-se as piores doenças do seu tempo, fazendo da humanidade uma raça doente, degradada pelos piores crimes. Acreditá-lo-ia no pescador de hoje? E aí surgiu a minha maior dúvida: Quem seriam os seus discípulos? Haveria necessidade? Quem nos dias de hoje teriam cacife para ser chamados por Ele? Hoje está claro que os chavões usados pelas religiões, com pequenas exceções, são na realidade verdadeiras falácias, como:       “ Todas as religiões  levam-nos à Deus”.Neste caso, as religiões que tanto usam e exploram seu nome, seriam considerados seus representantes na terra? Entrariam em conflitos, mesmo na presença Dele?
E  assim, cada vez mais, encucava-me. Que explicações dariam os homens que usaram seu nome para enriquecer, formando verdadeiras quadrilhas de aproveitadores.  Claro Ele saberia separar o joio do trigo, já fez isto uma vez, porque existem muitos religiosos verdadeiros, que acredito serão chamados para acompanhá-Lo. E o que pensaria Jesus quanto à discriminação racial? Fato este que no seu tempo não existiu. E da homofobia? Iria Ele apoiar estes novos fatos? Afinal contraria os mandamentos de seu pai.  E os governantes como seriam julgados? Sim por que todos ao assumirem seus  cargos, juram cumprir as leis dos homens e de Deus. E como julgaria Jesus, nossas justiças? Estariam cumprindo realmente as leis, afinal a todos os seus julgados juram dizer a verdade em nome de Deus, seu pai. Assim pensei; uma coisa eu tenho certeza, para o apocalipse não terá muito trabalho, não será necessário água, terremotos, ou outro tipo de catástrofe. Reuniria os presidentes das grandes potências e diria: “Com licença, necessito apenas apertar uns botões.” E agradecendo a todos diria: Afinal, neste tempo todo que passei ausente, vocês criaram alguma coisa para ajudar-Me a fazer justiça.
Texto:   Afonso Prates da Silva

sábado, 28 de dezembro de 2013

FELIZ 2014


Mais um ano terminando

Aos trancos e barrancos estamos finalizando mais um ano.
Vários fatos chamaram a atenção de 2013; políticos pela primeira vez presos, campeonato de futebol decidido nos tribunais, política pipocando por todos os lados, falência na segurança, na educação, na saúde.  
Também tivemos neste ano episódios importantes na nossa BR- 101, a concessionária abusou da paciência do povo,  não cumpriu grandes partes do seu contrato, sem contar  ainda  o imbróglio do morro dos cavalos, que a falta de uma pista está custando a vida de dezenas de pessoas, causando grandes congestionamentos, tornando  a vida dos viajantes verdadeiro inferno.  Falta de autoridade, sem perspectiva de solução, um verdadeiro desmando.

 E assim chegamos ao final de mais um ano. Tivemos alguns progressos ocasionados pela tecnologia, avanços na medicina, novas descobertas, entretanto na balança da verdade pesou mais a desconfiança, mas o que fazer, já estamos acostumado a tudo isto, e como sempre vamos levando de barriga.

Assim sendo só nos resta pedir a Deus que ilumine nossos dirigentes e que 2014 seja de paz, amor e de muito progresso.
Desejo a todos os amigos (as) deste blog e suas famílias, um feliz final de 2013 e que o ano que logo iniciará traga felicidade e saúde a todos.

Feliz Ano de 2014. 
                                                                 

domingo, 22 de dezembro de 2013

N A T A L


      "Festa da Humanidade"

 Mais um Natal será comemorado pelo povo cristão, de todas as maneiras  conformem tradições e situação econômica de cada um.
Entretanto o objetivo é um só, festejarmos mais um aniversário do nascimento de Jesus. Fato que aconteceu a mais de dois mil anos e que até hoje contagia à humanidade cristã.



Ficamos mais receptivos, predomina a magia do Natal. No aconchego do lar, reunimos nossas famílias, lembranças são distribuídas, com um ágape fraternal  fechamos a noite cantando músicas alusivas. É Natal, dia do nascimento de Jesus. 


Desejo a todos os amigos (as) do blog muitas felicidades, muita saúde e paz neste Natal de 2013, rogando ao Senhor um futuro melhor para todas as famílias.
As fotos dos cartões natalinos por mim postado são de autoria dos “Pintores com a boca e os pés”, artistas forjados por Deus, que todos os anos nos remetem seus cartões, por preços bem acessíveis, são pessoas sem os movimentos dos membros superiores que fazem verdadeiras obras divinas.   Fone : (11) 5051-1008- S. Paulo. ( www.apbp.com.br)

Que a harmonia desta linda canção alegre sua noite de Natal.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Uma visita gratificante



Há certos momentos na vida que nunca esqueceremos, levaremos eternamente.

Neste domingo, (15/12/13), com minha sobrinha Maria Teresa, minha mulher e meu dileto amigo Jota Pacheco, após reunirmos algumas guloseimas, rumamos ao Asilo Irmão Joaquim, situado na Rua Mauro Ramos.  La chegando já  estavam aguardando nossa visita, que foi previamente agendada. Que poderíamos fazer para alegrar estas criaturas tão frágeis senão tocar músicas do seu tempo, coisa rara hoje em dia; e assim o fizemos. Na maravilhosa execução de Maria Teresa com minha pequena contribuição revivemos as décadas de 50/60/70 até os sucessos atuais. 



Que felicidade sentimos ao ver o sorriso alegre de agradecimento dos nossos queridos idosos; alguns em cadeira de rodas, acompanhavam  o ritmo batendo  palmas compassadamente. Teve até quem se arriscou a uns passos, desafiando suas limitações.  Foram algumas horas, que tenho certeza ficará na memória deles eternamente.


Amigos, é tão simples, reúna sua família, leve as crianças, façam uma visita aos asilos, quase todas as cidades tem um esperando por você, não precisa ser somente no período de Natal, a carência de visitas é mais dolorido do que muitas doenças.
Voltamos para casa com nosso dever cumprido, ao retirarmos ouvimos, quase que numa só voz, dizerem: “ Feliz Natal “
Existem pagamento melhor do que este?
Duvido!!!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

PRECISAMOS DE MILAGRES

Obrigado amigo João Medeiros, acho que esta mensagem que mandaste serve perfeitamente para todos nós, pois acredito que para salvar este país precisamos de milagres. A história é muito bonita, mostra a fé de uma criança na sua total ingenuidade. Estamos nos aproximando do Natal, data que a milhares de anos vem surpreendendo o mundo pela sua magia. Quem sabe neste Natal o povo num lampejo de luz angelical, enxergue melhor e compreenda a sua real finalidade como cidadão neste mundo tão conturbado.

"Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geleia que estava
escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar
exatamente correto. Não havia chance para erros.
Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos
fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto
de um índio.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava
ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas
nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou
nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no
vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando
com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar
uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no
mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar
um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça
dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber
quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso
ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só
precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para
perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele
precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu
queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não
tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze
cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da
menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus
pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A
cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew
teve alta e voltou para casa.
Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os
levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos!"


Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei
superior. Amigo(a) sei que você vai passar esta bola pra frente!
Feliz Milagre...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CONTOS DE NATAL






A Pequena Vendedora de Fósforos

(escrito por Hans Christian Andersen)


Era véspera de Natal. Fazia um frio intenso; já estava escurecendo e caía neve. Mas a despeito de todo o frio, e da neve, e da noite, que caía rapidamente, uma criança, uma menina descalça e de cabeça descoberta, vagava pelas ruas. Ela estava calçada quando saiu de casa, mas os chinelos eram muito grandes, pois eram os que a mãe usara, e escaparam-lhe dos pezinhos gelados quando atravessava correndo uma rua para fugir de dois carros que vinham em disparada. Não pôde achar um dos chinelos e o outro apanhou um rapazinho,que saiu correndo, gritando que aquilo ia servir de berço aos seus filhos quando os tivesse. A menina continuou a andar, agora com os pés nus e gelados. Levava no avental velhinho uma porção de pacotes de fósforos. Tinha na mão uma caixinha: não conseguira vender uma só em todo o dia, e ninguém lhe dera uma esmola- nem um só cruzeiro.
Assim, morta de fome e de frio, ia se arrastando penosamente, vencida pelo cansaço e desânimo — a imagem viva da miséria.
Os flocos de neve caíam, pesados, sobre os lindos cachos louros que lhe emolduravam graciosamente o rosto; mas a menina nem dava por isso. Via, pelas janelas das casas, as luzes que brilhavam lá dentro. Sentia-se na rua um cheiro bom de pato assado — era a véspera de Natal —; isso sim, ela não esquecia.
Achou um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou- se ali, com os pés encolhidos, para abrigá-los ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio. Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha de fósforos, e não ganhara um vintém. Era certo que levaria algumas lambadas. Além disso, em sua casa fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do telhado, e por ele entrava uivando o vento, apesar dos trapos e das palhas com que lhe tinham tapado as enormes frestas.
Tinha as mãozinhas tão geladas… estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósforos pequeninos sentiria algum calor? Se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lo na parede para acendê-lo… Ritch!. Como estalou, e faiscou, antes de pegar fogo!
Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela quando ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita aquela! Pareceu-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ia estendendo os pés enregelados, para aquecê-los, e… tss! Apagou- se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via a parede escura e fria.
Riscou outro. Onde batia a luz, a parede tornava-se transparente como um véu, e ela via tudo lá dentro da sala. Estava posta a mesa. Sobre a toalha alvíssima via-se, fumegando entre toda aquela porcelana tão fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas. Mas o melhor de tudo foi que o pato saltou do prato, e, com a faca ainda cravada nas costas, foi indo pelo assoalho direto à menina, que estava com tanta fome, e…
Mas — o que foi aquilo? No mesmo instante acabou-se o fósforo, e ela tornou a ver somente a parede nua e fria na noite escura. Riscou outro fósforo, e àquela luz resplandecente viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal! Oh! Era muito maior e mais ricamente decorada do que aquela que vira, naquele mesmo Natal, ao espiar pela porta de vidro da casa do negociante rico. Entre os galhos, milhares de velinhas. Estampas coloridas, como as que via nas vitrinas das lojas, olhavam para ela. A criança estendeu os braços diante de tantos esplendores, e então, então… apagou-se o fósforo. Todas as luzinhas da árvore de Natal foram subindo, subindo, mais alto, cada vez mais alto, e de repente ela viu que eram estrelas, que cintilavam no céu. Mas uma caiu, lá de cima, deixando uma esteira de poeira luminosa no caminho.
— Morreu alguém — disse a criança.
Porque sua avó, a única pessoa que a amara no mundo, e que já estava morta, lhe dizia sempre que, quando uma estrela desce, é que uma alma subiu para o céu.
Agora ela acendeu outro fósforo; e desta vez foi a avó quem lhe apareceu, a sua boa avó, sorridente e luminosa, no esplendor da luz.
— Vovó! — gritou a pobre menina. Leva-me contigo… Já sei que, quando o fósforo se apagar, tu vais desaparecer como sumiram a estufa quente, o pato assado e a linda árvore de Natal! E a coitadinha pôs-se a riscar na parede todos os fósforos da caixa, para que a avó não se desvanecesse. E eles ardiam com tamanho brilho, que parecia dia, e nunca ela vira a vovó tão grandiosa, nem tão bela! E ela tomou a neta nos braços, e voaram ambas, em um halo de luz e de alegria, mais alto, e mais alto, e mais longe… longe da Terra, para um lugar, lá em cima, onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo, porque elas estavam, agora, no céu com Deus.
A luz fria da madrugada achou a menina sentada no canto, entre as casas, com as faces coradas e um sorriso de felicidade. Morta. Morta de frio, na noite de Natal.
A luz do Natal iluminou o pequenino corpo, ainda sentado no canto, com a mãozinha cheia de fósforos queimados.
— Sem dúvida, ela quis aquecer-se — diziam.
Mas… ninguém soube que lindas visões, que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos, nem com que júbilo tinha entrado com a avó nas glórias do Natal no Paraíso.