Acervo Musical Afonso Prates da Silva

Acervo Musical Afonso Prates da Silva

quinta-feira, 11 de abril de 2013

AS DUAS FACES



A Face do Bem e do Mal

Conta certa lenda, que um pintor famoso do século dezenove, ao receber a tarefa de pintar um mural para um cardeal, deparou-se com uma grande dificuldade:
Precisava pintar, no mesmo mural, uma figura humana que representasse a imagem do bem e outra que representasse a imagem do mal.
Tendo dificuldade para retratar as imagens do bem e do mal, interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos cantores a imagem perfeita do bem. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
Passaram-se três anos.
A obra estava quase pronta, mas o pintor ainda não havia encontrado o modelo ideal que representasse o mal. O cardeal, responsável pela encomenda do mural, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo a obra.
Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta. Imediatamente pediu aos seus assistentes para que o levassem até seu ateliê.
O pintor copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito da bebedeira - abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse, numa mistura de espanto e tristeza:
- Eu já vi este mural antes!
- Quando? - perguntou surpreso o pintor.
- Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos, e o artista me convidou para posar como modelo para a face do bem.
O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano.
Olhe em sua volta!


                                                       

terça-feira, 2 de abril de 2013


Um príncipe queria se casar. Como se tratava de escolher a futura princesa, era necessário que ele elegesse uma jovem na qual pudesse confiar cegamente.
    Aconselhado por um sábio, ele resolveu convocar todas as jovens da região para encontrar a que fosse mais digna.
    Vieram ao palácio as mais bela e ricas moças. Dentre elas havia uma muito simples e humilde: era a filha de uma das servas do palácio e fazia muito tempo que nutria pelo príncipe um amor secreto.
    Cercado por sua corte, o príncipe anunciou o desafio:
    - "Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que em seis meses me trouxer a flor mais linda será a futura princesa.".
    A moça humilde pegou sua semente, plantou-a num vaso e, como não tinha muita habilidade na arte da jardinagem, cuidava da terra com toda a paciência e ternura, pois pensava que, se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
    Passaram-se os seis meses...
    Só que nada brotou, mesmo tendo a jovem tentado de tudo. E, embora soubesse que nada tinha para mostrar, estava consciente de seu esforço e dedicação e iria comparecer à presença do príncipe, nem que fosse para vê-lo pela última vez.
    Chegou o dia da nova audiência. A moça compareceu com seu vaso sem planta e viu que todas as outras pretendentes tinham conseguido ótimos resultados: casa uma trazia uma flor mais bela que a outra, das mais variadas cores.
    Finalmente veio o momento esperado: o príncipe entrou e observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.
    Após passar por todas, ele anunciou o resultado, indicando a filha da sua serva como sua futura esposa.
    Todos os presentes começaram a reclamar, dizendo que ele havia escolhido justamente aquela que não havia conseguido nenhum resultado.
    Foi então, que calmamente, o príncipe esclareceu a razão de seu desafio: "Ela foi a única a cultivar a flor que a fez digna de se tornar a princesa: a flor da honestidade.
    
Todas as sementes que o príncipe entregou eram estéreis e delas nada poderia nascer de jeito nenhum.
     As vezes, para não decepcionar os outros, procuramos demonstrar aquilo que não somos; com isso acabamos desagradando os outros e a nós mesmos. Mas, seja qual for a situação, vale a pena cultivarmos a flor da honestidade.

Já que estamos falando de flor que tal ouvirmos Simone na belíssima pagina musical " Em Flor".

                                                

quinta-feira, 28 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



Estamos na semana santa, momentos de reflexões; se analisarmos tudo que Jesus fez pela humanidade, desde sua passagem pela terra até a sua morte, estaria Ele satisfeito?
Valeu à pena? O povo compreendeu sua missão? Bem, temos muito tempo para pensarmos e refletirmos. Aproveito a oportunidade para desejar a todos os meus amigos e leitores do blog uma Feliz Páscoa repleta de amor e paz. Que Deus nos dê saúde e tranqüilidade.



O Coelho da Páscoa e a Paixão de Cristo

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

- Igual Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta vem cá!

- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a, professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era, era melhor, ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?

- Isso eu sei: na sexta-feira santa.

- Que dia e que mês?

- ? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.

- Um dia depois.

- Não, três dias.

- Então morreu na quarta-feira.

- Não, morreu na sexta-feira santa ... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se ele morreu na sexta!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- É boa pergunta. Filho atende ao telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.

- Alô, quem fala?

- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?

- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Coitada!

- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!

Autor Desconhecido 

quinta-feira, 21 de março de 2013

CONSERTANDO O HOMEM



Estou cansando; acho que estou malhando em ferro frio. Tenho pena de nossos policiais, fazem seus serviços com dedicação e honestidade, entretanto pergunto: Para que? Cheguei à conclusão que não existem tantos bandidos em nossas cidades, o que temos são rotatividade de bandidos que são retirados das ruas por policiais ficam detidos por poucos dias e voltam à cena do trabalho. Todos os presos têm pelo menos três ou quatro passagens pelas delegacias. Processos são feitos e a bondosa lei brasileira os solta, incentivando-os a voltar para o crime. Quem sabe teremos de imitar o menino de nossa historia.Vejamos:
Consertando o Mundo
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas...
Certo dia, seu filho, de sete anos, invadiu o seu "santuário" decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer com que o filho fosse brincar em outro lugar.
Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente, deparou-se com o mapa do mundo e alegrou-se, pois era exatamente o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- "Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar... Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho, mas não se esqueça: faça tudo sozinho!"
Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- "Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!"
A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz? Perguntou-se o cientista e resolveu averiguar com o filho como ele tinha conseguido tal feito:
- "Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?"
- "Pai , eu não sabia como era o mundo, mas, quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei... mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo!"


quinta-feira, 14 de março de 2013

O DIREITO DE SONHAR



AINDA TEMOS O DIREITO DE SONHAR
O direito de sonhar, graças a Deus ainda não nos foi roubado; com as mudanças trágicas em que estamos passando, na vida real, ainda  nos resta o direito de  afirmar que podemos sim, sonhar. Sonhar com um país livre de corrupção, com gestores honestos que defendam o patrimônio maior deste Brasil que é o seu povo. Ninguém acabará com a pobreza num país por decretos ou leis; necessitamos sim de respeito aos nossos ideais,que nossos filhos herdem um país digno do ser humano, que não hajam especuladores que usufruam da ignorância de certas minorias em proveitos próprios, que as religiões façam os seus verdadeiros papeis junto à sociedade, que o povo viva feliz, tendo Deus no seu coração. Abaixo um conto de Fernando Pessoa, que poderá provar a esta juventude que o Brasil ainda tem salvação.

 "O Homem é do tamanho do seu sonho." - Fernando Pessoa
Ele era um jovem que morava no Centro Oeste dos Estados Unidos. Por ser filho de um domador de cavalos, tinha uma vida quase nômade, mas desejava estudar. Perseguia o ideal da cultura.
Dormia nas estrebarias, trabalhava os animais fogosos e, nos intervalos, à noite, ele procurava a escola para iluminar a sua inteligência.
Em uma dessas escolas, certa vez, o professor pediu à classe que cada aluno relatasse o seu sonho. O que desejariam para suas vidas.
O jovem, tomado de entusiasmo, escreveu sete páginas.
Desejava, no futuro, possuir uma área de 80 hectares e morar numa enorme casa de 400 metros quadrados. Desejava ter uma família muito bem constituída. Tão entusiasmado estava, que não somente descreveu, mas desenhou como ele sonhava a casa, as cocheiras, os currais, o pomar. Tudo nos mínimos detalhes.
Quando entregou o seu trabalho, ficou esperando, ansioso, as palavras de elogio do seu mestre.
Contudo, três dias depois, o trabalho lhe foi devolvido com uma nota sofrível.
Depois da aula, o professor o procurou e falou: o seu é um sonho absurdo. Imagine, você é filho de um domador de cavalos. Você será um simples domador de cavalos. Escreva uma outra realidade e eu lhe darei uma nota melhor.
O jovem foi para casa muito triste e contou ao pai o que havia acontecido. Depois de ouvi-lo, com calma, o pai lhe afirmou:
O sonho é seu. Você faça o que quiser. Essa decisão é sua. Persistir neste sonho ou procurar outro.
O jovem meditou e, no dia seguinte, entregou a mesma página ao professor. Disse-lhe que ficaria com a nota ruim mas não abandonaria o seu sonho.
Esta história foi contada pelo dono de um rancho de 80 hectares, próximo de um colégio famoso dos Estados Unidos. A área é emprestada para crianças pobres passarem os fins de semana.
Depois de terminar a história, o dono do rancho se apresentou como o jovem que teve a nota ruim, mas não desistiu do seu sonho.
E o mais incrível é que aquele professor, trinta anos depois, tem visitado, com os seus alunos, aquela área especial.
Naturalmente ele identificou no proprietário o antigo aluno e confessou: fico feliz que o seu sonho tenha escapado da minha inveja. Naquela época eu era um atormentado. Tinha inveja das pessoas sonhadoras. Destruí muitas vidas. Roubei o sonho de muitos jovens idealistas. Graças a Deus, não consegui destruir o seu sonho, que faz bem a tantas vidas.
..................
Sonhar é da natureza humana. Tudo que existe no mundo, um dia foi elaborado, pensado e meditado por alguém, antes de ser concretizado em cimento, mármore, madeira ou papel.
Martin Luther King Jr. teve um sonho de paz entre negros e brancos. Pelo seu sonho, deu a vida.
O Mahatma Gandhi teve um sonho de não violência. Deu a vida por seu sonho.
Se você tem capacidade de sonhar o bem, persista na idéia e a concretize. Podem ser necessários anos para que se concretize um sonho, mas, o que são alguns anos diante da eternidade que aguarda o Espírito imortal?

quarta-feira, 6 de março de 2013

A RÃ QUE NÃO SABIA ....



A RÃ NA PANELA ...
Hoje recebi alguns E-mails de amigos e colaboradores do blog; entretanto um chamou-me atenção; fazia referência ao escritor Olivier Clerc, nascido em 1961 na cidade de Genebra, na Suíça, editor, tradutor e conselheiro editorial especializado nas áreas de saúde, desenvolvimento pessoal, espiritualidade e relações humanas. Apresenta inspirado em pensamentos de Platão, Jung, Aivanhov e La Fontaine, também em escritos hinduístas, budistas, uma série de fábulas que funcionam como metáforas da existência humana. O autor propõe ao leitor o exame de pequenas narrativas, das quais extrai lições sobre política, saúde, educação. São várias histórias, entretanto hoje vou apresentar fragmentos do seu livro, que aconselho sua leitura, “ A rã que não sabia que estava cozida:"  E nós? Já estamos cozidos?” Será que o exemplo não nos serve?
E antes de encerrar meus agradecimentos a amiga e colega Professora Ivete Alano que muito contribui com este blog.

História da rã que não sabia que estava sendo cozida.

“Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, a pequena rã. Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar, a temperatura da água continua subindo...
Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.
Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.

A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta. Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.
Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.
As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.
O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã.
Agora, é para hoje!!!
Consciência, ou cozido, precisa escolher!
Então, se você não está como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.”



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

12 mil tablets


A Evolução da Educação


Hoje assistindo o Jornal televisionado, uma cena muito comum mostrava uma escola em péssimas condições; a única diferença, é que esta foi interditada, deixando aproximadamente mil alunos em casa, por incompetência de alguns dirigentes, pessoas com indicações políticas, para os cargos sem as devidas qualificações; nossa educação, cada vez mais, vai caminhando a passos largos para um futuro duvidoso. Mas antes de terminar as notícias do tele-jornal uma publicidade chamou-me a atenção: “mais de 12 mil tablets, serão distribuídos  aos professores”.  Que ironia; escola desabando e o governo distribuindo “tablets” aos professores. Lembrei de meu tempo de ginásio, aulas de matemática com o prof. Donner, quantas diferenças dos dias atuais; Vou para o computador e recebo de meu amigo e irmão Paulo Stahlofer um texto de uma professora de matemática que vem demonstrar que nossa educação não está sendo destruídas somente fisicamente. Leiam e comprovem: 

Leiam o relato de uma Professora de Matemática: 
 Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... 

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas... 
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
(  )SIM (  ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

7. Em 2010 ...:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é repetente ou de alguma minoria social, não precisa responder, nós faremos um teste mais simples, pois é proibido reprová-los).
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

 
E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)
- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ! 
    Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!